JORNALISMO E DADOS – UM CASO DE AMOR

*Por Juliana Gusmão

Com toda certeza do mundo você já ouviu seu assessor pedindo dados – números de mercado, faturamento, porcentagem de crescimento, entre outros. Entenda, isso é muito importante para conseguirmos cavar boas oportunidades nos grandes veículos.

Foi-se o tempo em que uma Folha de S. Paulo escrevia uma matéria somente sobre uma startup. Se você parar para analisar, as abordagens de agora são sobre um mercado de atuação, com números e com players que ilustram determinado segmento.

O Valor Econômico, por exemplo, não tem esse nome à toa. Para sair lá é necessário apresentarmos números relevantes. Sem isso, temos mais dificuldades de conseguir um espaço relevante, se comparado com as empresas que abrem seus dados. Pode parecer implicância da nossa parte, mas divulgar um aporte sem falar sobre o valor não faz muito sentido, concorda?

Entendo que há muitas burocracias, contratos que envolvem algumas cláusulas de silêncio sobre os valores, mas se você quer sair em veículos como Exame, Valor, Estadão, Folha de S. Paulo e IstoÉ Dinheiro, algum número você terá que abrir. São critérios editoriais de cada veículo, e isso não conseguimos alterar. Lógico que podemos tentar outras formas. Se por exemplo, não se pode abrir o faturamento exato, podemos mencionar que a empresa cresceu 100% no período X; ou que a startup tem a expectativa de aumentar seu faturamento em 80% até o final do ano.

Enfim, há formas e formas de passarmos os valores. O que não se pode é ignorar e não mencionar nenhum dado relevante. Já tivemos casos aqui na agência de uma empresa perder uma grande oportunidade na Exame.com por não abrir o faturamento, nem mesmo uma porcentagem aproximada.

Outro ponto importante são os dados de mercado, esses sim enriquecem uma pauta sobre determinado setor. Costumamos usar para mostrar o crescimento de uma área de atuação e colocar o cliente como fonte para falar sobre o assunto. Isso tem funcionado bastante.

Por fim, vale o recado: números são importantes para a maioria dos grandes veículos, principalmente os que falam sobre negócios. Se você tem a expectativa de sair em alguns deles, vale repensar sua estratégia e tentar, pelo menos, abrir alguns dados. Pense nisso!

*Juliana Gusmão é jornalista formada desde 2012 pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com Pós-Graduação em Marketing e Comunicação Publicitária pela Faculdade Cásper Líbero. Com 6 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Head de Relacionamento na PiaR Comunicação.

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