TENDÊNCIAS DE PR: O QUE PODEMOS ESPERAR?

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*Por Juliana Gusmão

Nos últimos anos, acompanhamos o lançamento de diversas tendências de mercado. Assim como a comunicação muda para se adaptar as necessidades e preferências do público, as atividades de PR também estão em constantes evolução.

Nesse jogo corporativo, enquanto vemos muitos executivos se estabelecendo como influenciadores e sendo ouvidos não só em seu mercado de atuação, também vemos muitas empresas e meios de comunicação buscando novos modelos de negócios e formas para conquistar mais receita e espaço nas mídias. Afinal, ficar à frente dos concorrentes é primordial para qualquer empresa que pretende conquistar o sucesso e reconhecimento.
Por isso, resolvi listar abaixo algumas tendências de PR e insights que poderão fazer a diferença no mercado:

1- Native Advertising: como vimos em muitas matérias e artigos, a publicidade nativa vem se fortalecendo no mercado com alguns cases de sucesso. A proposta de publicar conteúdo editorial em grandes websites
com informações úteis é uma forte tendência e a grande sacada para o próximo ano. Essa estratégia fortalece sua liderança de pensamento entre o público e aumenta o alcance do seu conteúdo entre outras audiências;

2- Integração com mídias sociais: cada vez mais vemos que as redes sociais vêm ganhando espaço nos trabalhos de PR e, consequentemente, gerando mais visibilidade e bons resultados para empresa. A mídia social tornou fácil o acesso das pessoas às marcas, como um canal de relacionamento bilateral. Diferente de um anúncio televisivo, um post no Facebook ou em outras redes sociais, permite que as marcas acompanhem de perto a repercussão gerada entre o público. Por isso, invista em conteúdos específicos para cada plataforma seja, Facebook, Instagram, SnapChat ou Twitter. Mas lembre-se, antes de postar qualquer notícia nas redes sociais, converse com seu assessor e alinhe a melhor estratégia;

3- Combine ferramentas de PR e Social Ads: Do que vale trabalhar meses e meses em uma pesquisa totalmente inovadora em seu setor, criar vários formatos de conteúdo ricos em elementos visuais e com informações muito relevantes, se ao final todo esse trabalho não atingir seu público-alvo? A sensação é que seu tempo e investimento foram por água abaixo, certo? Combine ferramentas de Relações Públicas tradicionais com as novas abordagens digitais. Por exemplo, um press release é uma ferramenta tradicional para conquistar mídia espontânea, mas se promovido também na mídia social, ele atingirá um público muito maior;

4- Gestão de reputação nos canais online: A internet é uma forte ferramenta para reforçar seu posicionamento e crenças, além de ser um dos principais pontos de contato com seu público. Hoje, os profissionais de Marketing e PR estão acostumados a gerir a reputação de suas empresas e clientes, afinal uma boa reputação é sinônimo de negócios à longo prazo e gera mais confiança para o público.

Para finalizar, acredito que para os próximos anos, vamos encontrar empresas, agências de PR e marcas cada vez mais antenadas nas tendências e mais alinhadas quando o assunto é comunicação. Cabe ao cliente saber diferenciar, escolher e investir na estratégia ou serviço que trará um retorno mais eficiente para seu negócio.

*Juliana Gusmão é jornalista formada desde 2012 pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com Pós-Graduação em Marketing e Comunicação Publicitária pela Faculdade Cásper Líbero. Com 3 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Coordenadora de Comunicação na PiaR Comunicação.

MUITO CACIQUE PARA POUCO ÍNDIO

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*Por Renniê Paro

Essa frase é muito antiga e nunca fez tanto sentido. Vivemos tempos em que reputação é a moeda de troca mais valiosa para todas as marcas e isso inclui, claro, as startups. Nos últimos anos tenho observado um comportamento se repetir quando falamos de PR.

Geralmente, a empresa (micro, pequena, média, grande ou gigante) possui um porta-voz. Esse profissional é “a cara” da startup. A imagem dele e o que ele fala passam a representar os valores, comportamentos e comprometimentos da empresa. E isso, claro, gera uma exposição de imagem para esse profissional.

Aí que entra a célebre frase “Muito cacique para pouco índio”. Quando dentro da startup duas ou mais pessoas passam a responder pela empresa e querem direcionar a comunicação, é bem provável que haverá um grande ruído, gerando possíveis problemas de divulgações. Quais?

– Comunicação confusa e dúbia;

– Demora na liberação de materiais para a imprensa, impactando diretamente os resultados;

– O atendimento fica “perdido” e se sente sem direcionamento;

– Os resultados não são assertivos, gerando frustrações em ambos os lados (cliente e atendimento).

Por isso é tão importante que as startups entendam a relevância de uma interface única para aprovação de materiais, agilizando todo o processo e fazendo com que esse fluxo seja cada vez mais eficiente. Escolha apenas um “cacique” e deixe que ele delegue as tarefas para todos os índios da tribo. Com as atividades bem distribuídas e claras, cada um entende seu papel no processo de comunicação e consegue entregar melhores resultados.

*Renniê Paro é jornalista formada desde 2008 na Universidade Paulista, com pós graduação em Comunicação Organizacional na FMU. Com 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Gerente de Comunicação na PiaR Comunicação.

VÍDEOS, VÍDEOS E MAIS VÍDEOS

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*Por Gabrielle Ramos

Você sabia que a previsão para o próximo ano é que os vídeos sejam muito mais populares que o facebook e o twitter? Não é à toa que os canais de vídeo têm crescido de formal descomunal nos últimos tempos. No início do ano, o Facebook divulgou que a postagem de vídeos em sua página cresceu 75% em um ano, sendo que 1 bilhão de seus 1,4 bilhão de usuários assistem a filmes todos os dias em sua rede.

Mas vamos ser objetivos: por que você e sua empresa deveriam entrar nessa onda? Como já estamos cansados de saber, as redes sociais têm o papel de aproximar pessoas e marcas de forma que seja criado um laço afetivo entre elas. Não é de hoje que o consumidor tem sido atraído a comentar tudo em suas redes e com a chegada das famosas ‘fanpages’, o relacionamento entre essas duas pontas ficou extremamente próximo – seja para criticar, reclamar ou até mesmo elogiar.

Os vídeos, por sua vez, se diferenciam justamente por criar essa impressão de estar mais próximo de seus expectadores. Quando sua marca publica um vídeo, ela faz com que os consumidores vivam uma experiência e isso acaba os aproximando mais ainda. O verdadeiro desafio aqui é fazer a escolha certa do que publicar para conquistar seu público.

De qualquer maneira, o investimento em vídeos é a grande aposta para os próximos anos. Segundo a Cisco, companhia multinacional, a previsão é de que o vídeo seja responsável por 90% do tráfego na Internet nos próximos 3 anos. A partir disso, fica a critério de sua marca entrar nesse ramo e apostar no aumento de aproximação com o seu público na conquista de novos e potenciais consumidores.

*Gabrielle Ramos é jornalista formada desde 2012 na Universidade Nove de Julho, com especialização em Marketing Digital pela E-commerce School e Mídias Sociais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Com 08 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é responsável por Planejamentos Estratégicos e Mídias Sociais na PiaR Comunicação.

DISPARADOR DE RELEASE? NÃO CAIA NESSA

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*Por Juliana Gusmão

O que mais vemos por aí são assessorias de imprensa que prometem entregar excelência no serviço, bons resultados, materiais bem escritos e estratégias que na prática não funcionam. Muitos clientes se encantam pelo belo discurso, mas quando o trabalho começa a ser feito, alguns não entendem o porquê não conseguem dar fluidez no trabalho de assessoria.

Sabe por quê isso acontece? Muitas agências de PR optam pelo disparo de releases ao invés de elaborar um plano estratégico para divulgar determinado assunto na imprensa. Afinal, para muitos é muito mais fácil disparar um material para um mailing infinito de jornalistas do que buscar por um, dois ou três jornalistas de veículos diferentes para tentar emplacar uma matéria fantástica.

O resultado dessa prática pode até trazer um ou outro resultado em sites menores. No entanto, aquele jornalista importante que você precisaria e achou que iria atingir com esse disparo irá apagar o seu e-mail, ou seu remetente poderá cair no spam devido a quantidade de mensagens enviadas todos os dias – ou se você tiver sorte e o jornalista te conhecer – ele pode até dar uma olhada no contexto da mensagem, mas se for assunto de outra editoria, irá descartar a pauta.

Uma curiosidade, você sabia que os sistemas de envio de release disparam cerca de 10 milhões de releases por mês? Agora imagina as dezenas de assessorias que possuem seus próprios mailings. Já pensou um jornalista da editoria de negócios que recebe mais de 400 e-mails por dia e ainda precisa se dedicar a elaboração de matérias e realizar entrevistas exclusivas, ir em eventos e conseguir informações privilegiadas?

O trabalho personalizado requer um pouco mais de tempo, mas tem dado certo. Quanto mais você se dedica a um assunto ou a um cliente, mais chances você tem de conseguir bons e eficientes resultados.

Para finalizar, a prática de enviar o material direto para os jornalistas, telefonar e tentar convencer que o release é bom vai continuar. Mas é preciso definir um método personalizado e manter um relacionamento saudável com pessoas estratégicas, ou seja, colabore mesmo quando não tiver nada a ver com o seu cliente. Escolha bem o que vai mandar e para quem vai mandar. Não seja um disparador de releases!

*Juliana Gusmão é jornalista formada desde 2012 pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com Pós-Graduação em Marketing e Comunicação Publicitária pela Faculdade Cásper Líbero. Com 3 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Coordenadora de Comunicação na PiaR Comunicação.

INTELIGÊNCIA É A PALAVRA DA VEZ

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*Por Renniê Paro

Vocês já devem ter reparado que de tempos em temos surgem “palavras-chaves” ou expressões para os mais diversos mercados. 3D, real time, full service, 360º, Big Data, realidade aumentada, entre N outras. Depois de algumas conversas com profissionais da área de comunicação e também na sala de aula da pós graduação, percebo que há uma crescente presença da palavra INTELIGÊNCIA em todas as rodinhas de pessoas e profissionais ligados à inovação, tecnologia e, por que não, de comunicação.

Tenho notado, cada vez mais em nosso dia a dia, que os clientes que chegam até nós querem cada vez menos processos e mais inteligência de comunicação (sim, COMUNICAÇÃO, e não Assessoria de Imprensa única e exclusivamente). O desafio de nosso setor tem sido cada vez menos os “como fazer” do que o “o que fazer”.

Se for apenas para escrever um release, artigo ou nota (não importa o formato), o cliente simplesmente não precisa mais dos assessores de imprensa. O que hoje é procurado – e, na minha opinião, pouco encontrado – é um verdadeiro plano estratégico de comunicação integrada. A comunicação deixou de ser apenas um canal para comunicação dos bem-feitos de uma empresa, e passou a ser uma parte importante para a geração de negócios (e quando dizemos negócios, leia-se impacto positivo no faturamento).

Isso é possível? Como os profissionais de comunicação devem desenvolver esse novo formato de serviços? Essas são as questões que permeiam as reuniões nas agências de comunicação e, claro, a cabeça dos clientes (empresas grandes, startups earlier stages ou já em fase de tração). E aí, como anda a inteligência na sua agência de comunicação?

*Renniê Paro é jornalista formada desde 2008 na Universidade Paulista, com pós graduação em Comunicação Organizacional na FMU. Com 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Gerente de Comunicação na PiaR Comunicação.