MÉTRICA DE PR: ONDE VAMOS PARAR?

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*Por Renniê Paro

Essa é a pergunta de um milhão de dólares para quem trabalha com comunicação atualmente. Se você, assim como eu, é assessor de imprensa já deve ter ouvido a célebre frase “Mas esses resultados são muito subjetivos. Como vou justificar meu investimento?”.

É, eu sei! Nessas horas paramos para refletir e, particularmente, chego à conclusão de que os clientes têm razão nesse ponto. Por mais relatórios que entreguemos, apontando o que deu certo ou não no mês, o número de publicações e mais um monte de informações, ainda não há números efetivos que possam mostrar o real valor de nosso trabalho (que não é pouco).

Como mostrar para o cliente que ele investiu X na assessoria de imprensa e teve X² de retorno? DADOS!! Tenho pensado sobre isso há cerca de dois anos e a única conclusão que chego é: DADOS. Somente por meio deles conseguiremos entregar o que todos os nossos clientes pedem.

Aí começa o desafio: que dados? Onde levantar esses dados?

Eu poderia criar um plugin e instalar nos sites de cada cliente para rastrear quem leu uma matéria e chegou ao portal? Será que esse cliente deixaria eu ter acesso a essas informações? Ou então poderia instalar um plugin de rastreamento nos principais portais de notícias do país e receber dados do número de leitores de cada matéria? Os jornalistas topariam isso? (qual a chance?!).

Enfim, são muitas perguntas e hipóteses e quase nenhuma resposta até o momento. Tenho conversado com muitas pessoas, do mercado e de outros nichos (coitados do meu irmão, que é engenheiro, e do meu namorado, que é de TI) e quase ninguém sabe dizer, efetivamente, como resolver essa equação.

E você, o que pensa sobre o assunto? Como podemos mudar o mercado de PR e entregar números palpáveis?

*Renniê Paro é jornalista formada desde 2008 na Universidade Paulista, com pós graduação em Comunicação Organizacional na FMU. Com 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Gerente de Comunicação na PiaR Comunicação.

A ARTE DE INOVAR E TESTAR NOVAS POSSIBILIDADES NAS MÍDIAS SOCIAIS

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*Por Gabrielle Ramos

Você já deve ter ouvido falar em “flexibilidade” quando o assunto é rede social. E ela de fato é um dos personagens principais para esses canais  e, apesar de oferecer inúmeras vantagens, eles podem também apresentar alguns desafios. Vamos falar sobre isso?

Quando trabalhamos com mídias sociais, temos a possibilidade de atingir milhares de pessoas, de diferentes idades e regiões e isso não é novidade para ninguém. Porém, a flexibilidade que queremos retratar aqui é quanto ao conteúdo publicado em sua rede. Quando destacamos a importância de se ter uma equipe preparada e de um planejamento adequado, é porque isso é realmente relevante para o bom desempenho de suas redes. É por meio desses dois pontos que suas mídias começam a “andar”. Você precisa saber qual o melhor horário para fazer suas postagens, ou seja, qual o período que seu público está online e vai ser atingido pelas suas postagens/campanhas.

Outro quesito a ser analisado e estudado é como essas pessoas consomem as informações: vídeos? Gifs? Enquetes? Isso tudo você precisa e vai descobrir por meio de testes e análises de conteúdo. E não se preocupe, já foi a época arcaica da internet de ter que fazer tudo isso na “unha”. Hoje existem milhares de plataformas que entregam os dados prontos. A única coisa é que você precisará de um especialista para analisa-los e definir quais as melhores maneiras de utilizá-los em suas estratégias.

Sua linguagem também é algo adaptável quando falamos em mídias sociais. Você pode e deve falar exatamente a língua do seu público-alvo. Isso tudo parece algo bem simples de se fazer, não é mesmo? Mas não é. Você pode traçar milhares de estratégias e na hora de colocar em prática, simplesmente não funcionar. Sim, pode acontecer. Lembra que falamos em desafios? Sem contar que para cada rede você deverá fazer um planejamento, afinal, as pessoas utilizam e reagem de maneiras diferentes em cada uma delas. Mas fique calmo. A boa notícia é que a tal da flexibilidade te dá a chance de testar inúmeras estratégias. Elas apenas precisam ser testadas até que você ache alguma que realmente funcione. E também, depois de um tempo, as estratégias correm o risco de ficar velhas e desatualizadas. Afinal, estamos falando de algo que muda muito rápido e precisa de total agilidade. Aí você poderá inovar e começar tudo outra vez até que sua empresa esteja nos trilhos novamente.

*Gabrielle Ramos é jornalista formada desde 2012 na Universidade Nove de Julho, com especialização em Marketing Digital pela E-commerce School e Mídias Sociais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Com 08 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Coordenadora de Planejamentos Estratégicos e Mídias Sociais na PiaR Comunicação.

 

 

BRAINSTORM, BRANDING, MAILING, CLIPPING… O QUE É TUDO ISSO?

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*Por Juliana Gusmão

Com certeza você já ouviu os termos acima quando conversou com seu assessor de imprensa, correto? Não se assuste, são apenas os processos mais utilizados por nós para produzir um conteúdo, reforçar sua marca no mercado, buscar jornalistas que são foco para divulgar algo sobre sua empresa e mapear as publicações nas mídias. Para ajudar, vou explicar um pouco o que cada um significa e como funciona na prática:

– Brainstorm: por aqui sempre buscamos realizar call com o cliente e levantar novas informações sobre a empresa, mercado de atuação, entre outros pontos para elaborar pautas e materiais para serem divulgados na mídia. Desenvolver novas ideias e estratégias também fazem parte desse processo. Isso é considerado um brainstorm;

– Branding: você já reparou como algumas empresas têm seu nome forte no mercado, são facilmente reconhecidas e sempre citadas quando o assunto são os produtos que elas comercializam ou serviços que prestam? Isso não acontece por acaso. Um trabalho bem feito de gestão de marca, conhecido como branding, certamente faz parte da estratégia desses negócios, gerando no médio e longo prazo resultados mais positivos. O trabalho de assessoria de imprensa é essencial para melhorar ainda mais a percepção da sua marca no mercado;

– Mailing: é uma lista com os nomes e contatos dos principais jornalistas que escrevem para uma determinada editora. Sempre quando vamos fazer uma divulgação, buscamos pesquisas pelo melhor contato dentro de cada veículo para oferecer uma determinada pauta;

– Clipping: conhecido por ser o resultado de uma matéria em um determinado jornal, revista ou site. Procuramos fazer uma busca diária sobre as divulgações que estamos fazendo de um determinado cliente, para ver se saiu alguma notícia ou matéria sobre a empresa;

Espero que esse artigo tenha esclarecido algumas dúvidas. 😉

*Juliana Gusmão é jornalista formada desde 2012 pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com Pós-Graduação em Marketing e Comunicação Publicitária pela Faculdade Cásper Líbero. Com 5 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Coordenadora de Comunicação na PiaR Comunicação.

TRANSPARÊNCIA É A PALAVRA DE ORDEM ENTRE AGÊNCIAS DE COMUNICAÇÃO E SEUS CLIENTES

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*Por Renniê Paro

Na verdade, acho que transparência é a palavra de ordem em qualquer relação. E, claro, se aplica também entre as agências de comunicação e seus clientes. Aliás, essa palavrinha tão simples deve ser a base desse “casamento”. Se por um lado o cliente chega na agência com grandes expectativas, por outro cabe aos assessores explicar, de forma verdadeira e simples, o que é ou não viável.

É como dizem por aí, criar expectativas gera frustrações, portanto não faça isso com prospects ou clientes que cheguem até você. É nosso papel direcionar as ações de comunicação e também “jogar a real” quando um pedido não for possível de ser realizado.

Esse tipo de comportamento só irá fortalecer seu contato com o cliente, pois gera confiança e honestidade.  Além disso, dessa forma ambos os lados estarão sempre alinhados e na mesma página, evitando ruídos de comunicação (o que pode ser catastrófico para os negócios).

Vale destacar aqui também que você, cliente, precisa confiar na sua equipe de comunicação e dividir com ela todas as informações “sensíveis” da sua startup. Calma! Você não precisa abrir o livro-caixa, mas é importante compartilhar ações internas, parcerias, investimentos e qualquer outro dado que possa gerar interesse (ou uma crise) na imprensa.

Fica aqui então um questionamento: você tem sido transparente em suas relações ou há sempre aquela nuvenzinha no ar?

*Renniê Paro é jornalista formada desde 2008 na Universidade Paulista, com pós graduação em Comunicação Organizacional na FMU. Com 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Gerente de Comunicação na PiaR Comunicação.

A IMPORTÂNCIA DAS SUGESTÕES DE PAUTA E PORQUE ELAS DEMORAM MAIS PARA “VIRAR” DO QUE UM RELEASE

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*Por Juliana Gusmão

Com certeza você já observou nos cronogramas de atividades desenvolvidos pela sua equipe de PR, alguns assuntos nomeados como sugestão de pauta, e que alguns deles, às vezes, se repetem nos próximos meses. Isso é normal, pois o ciclo de uma sugestão de pauta é muito diferente do que a divulgação de um release, artigo ou nota. Vou explicar o porquê!

Quando sugerimos trabalhar com sugestão de pauta, estamos propondo um bate-papo com o jornalista sobre um determinado tema. Nela você propõe uma matéria “completa”, ou seja, é preciso dados de mercado para contextualizar a pauta. Neste caso, você e sua empresa entrariam como fonte para falar do setor de atuação como um todo. Desde o contato com o jornalista até o desenvolvimento da pauta, leva um certo tempo, pois o profissional irá avaliar as informações que foram passadas, ver com seu editor se é viável fazer uma matéria sobre o assunto e buscar novas fontes para compor o material, além de você, claro.

Somente depois da aprovação do editor é que a sequência de entrevistas começa a acontecer. Não tem como pontuarmos um tempo certo de quanto esse processo demora, pois depende muito de veículo para veículo, e também da ocorrência de assuntos factuais (uma vez que o jornalista deixa a pauta de lado para trabalhar com aquilo que realmente é mais relevante no momento). Outro ponto importante é que foi-se o tempo em que uma matéria grande em um veículo impresso era feita somente com uma empresa. Hoje, os jornalistas optam por falar do mercado e utilizam várias fontes.

As sugestões de pauta são muito importantes e sugerimos sempre trabalhar com elas, mesmo que demore dias, semanas ou meses. É uma forma de conseguirmos encaixá-lo em uma matéria maior falando do seu mercado de atuação como um todo. Isso quer dizer que quando você não tiver um assunto tão rico ou importante, tentamos emplacar matérias legais por meios de sugestões.

E aí, que tal pensarmos em vários temas legais para emplacarmos matérias nos grandes veículos?

*Juliana Gusmão é jornalista formada desde 2012 pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com Pós-Graduação em Marketing e Comunicação Publicitária pela Faculdade Cásper Líbero. Com 5 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Coordenadora de Comunicação na PiaR Comunicação.