AGÊNCIAS DE MARKETING SE TORNARAM DIGITAIS. O QUE ACONTECERÁ COM AS AGÊNCIAS DE PR?

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*Por Renniê Paro

Não é novidade para ninguém que já vivemos a era do pós digital. Não há mais a possibilidade de voltarmos a levar nossas vidas de maneira “analógica” e isso tem impactado todas as áreas, mesmo as mais resistentes. Claro que na comunicação não seria diferente.

Dentro das disciplinas que fazem parte desse segmento, a área de marketing, por exemplo, passou por mudanças drásticas nos últimos anos, inclusive com o surgimento de agências especializadas no ambiente digital. Essas empresas passaram apenas de “criação” para uma célula de inteligência estratégica em anúncios online.

Minha pergunta é: se as agências de marketing tiveram que se reinventar para entender as necessidades de clientes (e clientes de clientes) cada vez mais exigentes e digitais, porquê a mesma lógica não deveria ser aplicada para as agências de PR?

A resposta exata ainda não tenho, mas meu palpite é que caso as assessorias de imprensa não entendam que seu papel mudou e, claro, como isso impacta diretamente a forma como ela atua no mercado, perderão cada vez mais espaço para empresas que sejam mais abertas à modelos que sejam flexíveis às necessidades dos clientes.

Será que o modelo “imersão + briefing + release + exclusiva” ainda é o mais eficiente? Será que implementar cada vez mais processos internos é o caminho? Será que o tão famoso follow ainda surte resultados?

Sim, são muitas perguntas e quase nenhuma resposta efetiva. Mas vale a reflexão. Acredito que ao termos à nossa disposição tantas ferramentas tecnológicas, as agências de PR precisam desapegar do que funcionava há 15 anos e passar a acreditar em modelos cada vez menos centralizadores e mais ágeis, atuando (como as agências de marketing digital souberam fazer) como uma verdadeira célula de inteligência para seus clientes.

*Renniê Paro é jornalista formada desde 2008 na Universidade Paulista, com pós graduação em Comunicação Organizacional na FMU. Com 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Gerente de Comunicação na PiaR Comunicação.

POR QUE É IMPORTANTE QUE OS MATERIAIS DE PR SEJAM APROVADOS COM AGILIDADE?

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*Por Juliana Gusmão

Quando uma empresa contrata uma assessoria de imprensa, para que os resultados sejam alcançados é preciso, antes de tudo, alinhar quais serão seus principais objetivos na mídia e seu público-alvo, pois a partir daí conseguimos traçar um plano de comunicação. Aqui na PiaR, por exemplo, traçamos os veículos que são relevantes para cada cliente e elaboramos um cronograma com as principais atividades que serão desenvolvidas no decorrer do mês, seja ela um release, nota, sugestão de pauta ou artigo. Claro que ele é flexível e poderá ser alterado se houver uma notícia de caráter mais importante ou urgente para a empresa.

Após alinharmos todas as expectativas e pautar os assuntos relevantes, é de suma importância que o cliente entenda que para conseguirmos bons resultados, é necessário manter o fluxo de insumos para a elaboração dos materiais de divulgação. Ou seja, toda informação deve ser passada para sua agencia de PR analisar o que é ou não interessante divulgar na imprensa. Deixe que ela faça esse filtro!

Agora vamos ao ponto que interessa – a aprovação dos materiais. Nenhum material que elaboramos vai para a imprensa sem a aprovação do cliente, exceto as sugestões de pauta, que muitas vezes são feitas durante um bate-papo com o jornalista. O que quero dizer é que nós assessores precisamos da sua ajuda para que os materiais sejam aprovados e liberados para conseguirmos cavar ótimas oportunidades e publicações na mídia. Essa agilidade irá nos ajudar com o fluxo de trabalho e, consequentemente, com os resultados durante cada mês.

Essa forma de atuação tem alguns motivos, um deles é que nada melhor do que você para analisar se as informações e dados do material estão realmente corretos; segundo ponto – timing é tudo – ou seja, se você vai fazer o lançamento de um produto daqui 20 dias, nós precisamos de ter todas as informações antecipadamente para elaborar o material, passar pela aprovação e negociar uma exclusiva o veículo que é relevante para seu mercado.

Enfim, é preciso ter em mente que para que a relação empresa X assessoria de imprensa seja um sucesso, é necessário ter uma dedicação diária e foco em enviar o máximo de informações e aprovar os materiais com agilidade. Se ambos os lados tiverem isso claro em mente, tenho certeza que o trabalho renderá bons frutos.

*Juliana Gusmão é jornalista formada desde 2012 pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com Pós-Graduação em Marketing e Comunicação Publicitária pela Faculdade Cásper Líbero. Com 3 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Coordenadora de Comunicação na PiaR Comunicação.

PR + SOCIAL + CONSULTORIA: ESSE CASAMENTO DÁ CERTO?

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*Por Renniê Paro

Apesar de serem da comunicação, as áreas de PR, Social Media e Consultoria sempre caminharam de forma independente. Esse formato funcionou por um período, mas os tempos mudaram. Hoje, as marcas que querem se comunicar da melhor forma com seus stake holders (e aqui incluo jornalistas, consumidores, fornecedores, parceiros e investidores), devem entender que a comunicação 360º deixou de ser apenas o título de um projeto e passou a ser realidade para as agências.

O antigo blábláblá de ‘fazemos uma comunicação 360º – sóquenão’ não cola mais e as startups deveriam observar esse movimento com mais atenção. Manter um bom relacionamento com a imprensa é essencial para o seu negócio, claro! Mas por que não expandir a comunicação para seus fãs também nas redes sociais e, até mesmo, conquistar novos consumidores.

O que vale aqui, quando se fala em comunicação integrada entre PR e Social Media é entender que, apesar de serem canais distintos, a linguagem, bem como seus valores e missão para com os clientes, devem seguir uma linha homogênea. Afinal, o consumidor não é bobo e notará caso para a imprensa você fale “A” e em suas redes sociais o discurso seja “B”.

A consultoria também faz parte desse processo. Mesmo antes de contratar uma agência de PR ou Social Media, o papel de um consultor pode ser essencial para te ajudar a projetar como será a comunicação de sua startup, criando um storytelling que o conduza ao sucesso.

Por fim, respondendo à pergunta do título, sim. Esse casamento dá muito certo e, na verdade, essa união é essencial para que uma startup possa se sobressair e mostrar suas inovações e valores nos mais diferentes canais onde seu público-alvo possa estar. Pense sobre isso ;)

*Renniê Paro é jornalista formada desde 2008 na Universidade Paulista, com pós graduação em Comunicação Organizacional na FMU. Com 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Gerente de Comunicação na PiaR Comunicação.

TIER 1, 2, 3 – VOCÊ SABE O QUE É E ONDE SUA MARCA DEVE ESTAR?

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*Por Juliana Gusmão

Com certeza você já escutou sua assessoria dizer “conseguimos uma publicação tier 1” ou “temos uma entrevista importante para um veículo tier 2”, ou até mesmo, “para a divulgação desse material, o foco será nos veículos tier 3”. A pergunta que fica é a seguinte, você sabe qual é o significado de cada um e onde sua marca deve estar?

É muito simples! Aqui na PiaR, por exemplo, nós dividimos os tiers da seguinte forma – mapeamos como Tier 1 os veículos de grande circulação, como Folha de S. Paulo, Estadão, Exame.com, UOL, Valor Econômico, programas de TV, entre outros; como Tier 2, aqueles regionais como, O Globo, Estado de Minas, Extra, O Tempo, entre outros; e como Tier 3, os veículos de nicho ou específicos de cada segmento como o Propmark, Meio & Mensagem, Ti Inside, Startupi, E-commerce Brasil, Cliente SA, etc. Claro que essa divisão varia de assessoria para assessoria.

Quando falamos sobre estratégia de divulgação, isso depende muito de cada cliente e das informações que teremos em mãos. Por exemplo, a empresa recebeu um aporte no valor de R$ 20 milhões ou fechou uma parceria milionária com uma grande empresa de seu setor – a melhor estratégia para essa divulgação é tentar os cadernos de negócios dos grandes veículos, ou seja, tier 1. Assuntos como lançamento de novos serviços, contratações de executivos importantes, expansão do negócio ou artigos de opinião – podem ser divulgados em veículos tier 2 e 3, dependendo do público que a empresa deseja impactar.

Para finalizar, aqui vai uma dica importante – sair em grandes veículos requer informações importantes, como números ou dados de mercado. Por isso, procure passar um briefing com dados completos para sua assessoria de imprensa avaliar o que é ou não relevante divulgar na imprensa e qual a melhor estratégia a seguir – seja ela em veículos tier 1, 2 ou 3. A união entre os dois lados é essencial para que o trabalho de PR dê certo, impacte o maior número de pessoas e traga retorno para a empresa.

*Juliana Gusmão é jornalista formada desde 2012 pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com Pós-Graduação em Marketing e Comunicação Publicitária pela Faculdade Cásper Líbero. Com 3 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Coordenadora de Comunicação na PiaR Comunicação.

 

MÉTRICAS EM PR. O QUE FAZER?

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*Por Renniê Paro

Não sei vocês, mas quem trabalha com PR (e comunicação de modo geral) sofre demais com um problema que, aparentemente, não tem solução. Como mostrar em números os resultados de um trabalho que consiste em criar endosso, reputação e branding?

Existem no mercado algumas métricas, mas que não têm convencido muito os clientes – e nem a nós mesmos. A tal centimetragem, onde medimos o tamanho da matéria e falamos para o cliente que se ele tivesse que pagar por aquele espaço seria X mil reais, até fazia sentido há alguns anos. Porém, o perfil dos clientes mudou e, claro, suas exigências.

Dentro de uma startup, o que mais importa são seus números, ou seja, métricas que mostrem o quanto o negócio está validado no mercado em que está inserido. Por isso, a área de PR entra nessa dança dos números, mesmo sendo uma ciência humana – e sem essa de “sou de humanas, não faço contas”.

O que tenho observado (e me matado de pesquisar, sem sucesso até o momento) é que precisamos encontrar uma fórmula onde possamos mostrar por X+Y que vale a pena o investimento em PR. Ah, quero deixar claro aqui que atrelar o resultado a geração de leads ou assinaturas de contrato de novos clientes não é justo, ok? O foco do serviço de assessoria não é a geração de leads, e sim de auxílio no bom posicionamento de sua marca.

Então deixo aqui um pedido de ajuda. Você já pensou em alguma fórmula que pudesse metrificar os serviços de PR? Compartilha suas teorias com a gente ;)

*Renniê Paro é jornalista formada desde 2008 na Universidade Paulista, com pós graduação em Comunicação Organizacional na FMU. Com 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Gerente de Comunicação na PiaR Comunicação.